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Invasão nos orgões publicos

Parlamentares consideram que cenário revelado pelo iG é fruto de falta de investimento; líder do governo diz que Executivo está atento a invasões de hackers

As revelações sobre o grau de vulnerabilidade que hoje atinge sistemas da administração pública federal provocaram críticas de parlamentares ao governo. Com base em documentos do Centro de Tratamento de Incidentes de Segurança de Redes de Computadores (CTIR-Gov) do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o iG revelou esta semana que, apenas no primeiro semestre de 2013, houve 67 casos em que a segurança tecnológica do governo foi rompida , permitindo o acesso a informações sigilosas de órgãos do governo. Nesse mesmo período, como mostra a série de reportagens, sites de órgãos federais ficaram fora do ar 672 vezes após ataques de hackers.

A principal crítica feita por senadores diz respeito à falta de investimento em tecnologia e no combate a crimes cibernéticos e a lentidão de medidas de impacto. O iG mostrou, por exemplo, que o Executivo negou um pedido de R$ 15 milhões para investimentos na Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal. O próprio projeto de Implantação do Sistema de Defesa Cibernética, programa encabeçado pelo Exército, e que visa fechar as lacunas que possam permitir acessos ilegais aos sistemas do governo, caminha a passos lentos. Dos R$ 90 milhões previstos para serem aplicados em 2013, apenas R$ 917 mil foram gastos até a semana passada.
Futura Press
O grupo hacker Lulzsec Brazil, braço brasileiro do “Lulzsec” e que reivindicou ataques aos sites do governo em dezembro de 2012

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), líder tucano no Senado, disse que essas informações refletem um “governo atrelado ao atraso”. “Não há uma preocupação nem com a própria segurança”, disse Dias. “Essas vulnerabilidades refletem o perfil do próprio governo. Se não temos competência para combater invasões internas, imagine uma eventual espionagem internacional?”, completou, em referência a revelações de que a Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) espionou e-mails e ligações de pessoas residentes ou em trânsito no Brasil.

Integrante da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), o senador Randolf Rodrigues (Psol-AP) classificou como preocupante os dados revelados pelo iG durante esta semana e afirmou que isso confirma as falhas de vulnerabilidade dos sistemas de informática do governo. “O Brasil hoje paga pelas escolhas que fez durante os anos de 1990, ao privatizar o sistemas de telecomunicações e não investir no desenvolvimento de sistemas nacionais de informática. Hoje somos reféns dos sistemas de informática importados”, criticou. “Qualquer militante genuíno do Anonymous (grupo de hackers responsáveis por vários ataques aos sistemas de informática do Poder Executivo) do Brasil consegue derrubar os sites do governo federal”, diz ele.

Já o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), minimizou as críticas e disse que hoje o Brasil já tem mecanismos de punições a crimes cibernéticos do gênero. Ele citou a lei 12.737/2012, conhecida como “Lei Carolina Dieckmann”. A norma passou a punir com um até três anos de prisão pessoas que invadirem ou violarem sistemas de informática. “Nós, enquanto legisladores, tivemos a iniciativa de aprovar uma lei para fortalecer o combate ao crime cibernético”, afirmou Braga, que foi relator da matéria do Senado. “Agora, sem dúvida o governo está atento a tentativas de invasões em seus sistemas”, declarou.
fonte : http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-07-30/senadores-criticam-vulnerabilidade-de-sistemas-de-informatica-do-governo.html

crimes digitais en alta

Pesquisa mostra aumento do número de vítimas de crimes digitais

São Paulo – O número de pessoas que já sofreram ou conhecem alguém que tenha sido vitima de crime digital passou de 12,7%, no ano passado, para 17,9% este ano, revela a quinta edição da pesquisa O Comportamento dos Usuários na Internet, feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo no Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Segundo a pesquisa, apresentada hoje (12), os homens continuam sendo os mais atingidos, com 20,6% dizendo já ter sido vítima, contra 15,2% das mulheres. Feita em maio, a pesquisa fez 33 perguntas a 1.000 pessoas na capital paulista.

Mesmo com os riscos frequentemente apontados para operações na internet, a pesquisa mostra que, no ano passado, 79,8% dos usuários usavam alguma ferramenta de prevenção e que, neste ano, o número caiu para 65,4%. Entre os entrevistados, 66,6% disseram conhecer a nova lei de crimes cibernéticos e 16,3% acreditam que ela será suficiente. Perguntados sobre conteúdos ilegalmente espalhados pela rede, 65,9% disseram que o material irregular deve ser removido imediatamente, a pedido da vítima, e 34,1% responderam que isso deve ser feito por ordem judicial.

De acordo com a pesquisa, 49,8% dos usuários acreditam que as empresas usam seus dados pessoais ou os compartilham com outras empresas sem autorização e 72,3% não confiam na forma como essas informações são armazenadas. Mesmo assim, 87,8% disseram que os sites deveriam armazenar os dados para o caso de serem necessárias futuras investigações de crimes eletrônicos. Quando questionados sobre compras na internet, 55,9% confirmaram que fazem. Entre os que não fazem, o principal fator que interfere é o receio de fraudes (32,9%).

Uma das questões novas abordadas pela pesquisa mostrou que 48,7% dos internautas usam seus dispositivos pessoais no ambiente de trabalho, sendo que 29,7% levam dados ou informações da empresa em seus aparelhos. A maioria (86,4%) disse ter medo de fraudes ou ataque de hackers (especialistas em informática capazes de modificar programas e redes de computadores) Mesmo assim, 59,7% dos entrevistados costumam baixar aplicativos nos seus dispositivos.

Segundo a economista Kelly Carvalho, da Fecomercio, o crescimento do número de pessoas que sofreram algum tipo de crime eletrônico preocupa, porque o tema está em evidência com a discussão sobre inovações nas formas de ataque e de ferramentas para evitar as fraudes. “Até se tornarem vítimas, as pessoas pensam que estão protegidas e deixam de tomar alguns cuidados e usar ferramentas de proteção. Publicar fotos e divulgar dados pessoais, nome completo, nome da empresa onde trabalha nas redes sociais, por exemplo, é muito perigoso, assim como senhas de fácil acesso, fazer check-in no local onde estão.”

Kelly explicou que, apesar de todas as recomendações, as pessoas têm se descuidado da segurança na internet justamente por não ter sofrido nenhum tipo de crime. “Por isso, as pessoas esquecem de atualizar seu navegador, o antivírus. Até que ela faz uma compra pela internet e tem seu cartão clonado, ou seu dinheiro desviado no meio dessas transações. É preciso estar atento porque os hackers estão 24 horas procurando formas de cometer crimes”, alertou.
A economista chamou a atenção para o expressivo número de pessoas que caem no golpe dos e-mails comlinks maliciosos. Para ela, apesar de o truque ser antigo, ainda há pessoas que acreditam e, mesmo com os frequentes avisos, acabam clicando nos links suspeitos ou deixando dados armazenados em sites. “Por isso, a prática desse crime vem crescendo – pela falta de atenção das pessoas, pela falta de conhecimento de que aquilo, de fato, é um crime”, disse Kelly, ao lembrar que existem também os que atualizam as ferramentas de prevenção, mas se esquecem de que é preciso ter atitudes seguras.

Fonte Agencia Brasil de Noticias